Sala de EstarSaca-Rolha
12.09.2017

Vinho + comida: como harmonizar (parte 1)

Você vai receber amigos em casa… Coisa boa! E também trabalhosa, cá entre nós. É preciso pensar na limpeza e organização da casa, na decoração da mesa, nos pratos que vai preparar, na bebida que deve acompanhar. Ops, bebida? Sim, a bebida também requer atenção! Óbvio que não estamos falando de suco e refrigerante, mas de vinho. Branco, tinto, rosé, espumante… Você sabe qual o mais indicado, aquele que vai combinar melhor com o prato que será servido? Pois falamos com uma especialista, a Taimmy Tonini Martins Rodrigues, sommelière da wine.com.br, e ela nos deu dicas tão, tão bacanas que acabaram por pautar três matérias nossas. A primeira está bem aqui e já dá um belo direcionamento para a sua escolha. Mas tem mais, muito mais, e você confere nas duas próximas semanas!

Vamos às primeiras dicas, fáceis de entender e seguir, inclusive, por quem é leiga no assunto.

– A harmonização ideal para quem está iniciando no mundo dos vinhos é a que leva em conta a cor dos alimentos e do vinho. Assim, carnes de porco, camarão e lagosta vão bem com vinho rosé; carne branca ou massas ao molho branco, com vinho branco; e carne vermelha ou massas de molho vermelho, com tintos. “Aqui, é preciso atenção quanto à intensidade do prato e do vinho, que deve estar em harmonia. Para pratos menos gordurosos, um vinho mais leve e, para os untuosos, mais estruturado. Por exemplo: risoto de camarão com um rosé mais encorpado, enquanto camarão no vapor vai bem com um mais leve”, explica.

– Se o prato tiver vários ingredientes diferentes, estabeleça o que possui sabor dominante e procure pela harmonização mais próxima.

– Combine pratos típicos com vinhos da mesma região.

– O molho é muito importante! “Atente-se a ele sempre que fizer parte do prato, porque, na carne, na salada e na massa, é o que dita a regra. O tipo de massa não faz diferença na harmonização, mas o molho, sim. O esquema geral também se aplica: molhos leves, com vinhos mais leves; já molhos encorpados, como o matriciana, ficam melhores com exemplares estruturados.”

– Para os pratos que têm maior teor de gordura ou quando a fritura entra em ação, a acidez do vinho é uma grande aliada.

Segundo Taimmy, a união entre comida e vinho deve ser uma agradável experiência, por isso, o gosto pessoal sempre será o ponto crucial. “Embora as dicas ajudem, vale a pena ter as próprias experiências. Se você gosta de pipoca com espumante, sopa com rosé, sushi com tinto, não importa. O que vale é a sua satisfação, afinal, cada paladar se comporta de uma forma diferente.”

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