CozinhaAvental
01.09.2017

Reforma na cozinha: o que fazer agora para facilitar a limpeza depois

Projeto assinado por Luciana Tomás/ Foto: divulgação

Você está reformando ou pretende reformar a sua cozinha? Pois mais do que escolher a cor dos armários, prestar atenção na disposição de tomadas e definir o piso que será colocado, você deve prestar atenção a alguns detalhes que, depois, vão fazer toda a diferença na hora da limpeza desse ambiente. Sim, esta é a hora de se prevenir e evitar alguns probleminhas, encardidos, manchas…

Como ninguém é obrigada a entender de obra, mas todas sentimos as consequências de trabalhos mal executados, conversamos com a arquiteta Luciana Tomás, do escritório homônimo. Ela dá dicas preciosas para a gente seguir!

Dona de casa sim: Que tinta você recomenda para este ambiente, seja para o teto ou para as paredes?
Luciana Tomás: O mais indicado é o látex acrílico, que pode ser lavado, e a pintura epóxi também.

DDS: E o piso e os azulejos? Quais são os mais indicados? Alguma recomendação?
LT: Os mais indicados são os modelos lisos e grandes, com o mínimo de rejunte possível, por encardir facilmente. Melhor optar também pelos rejuntes de tonalidade cinza, que disfarçam mais a sujeira, pois os brancos logo ficam feios.

DDS:
Na bancada, o granito escuro é um aliado por não deixar transparecer manchas que poderiam ser difíceis de tirar. Mas, quando a preferência é por um modelo claro, o que fazer?
LT: Nesse caso, sugiro os que têm acabamento brilhante, pois apresentam poros mais fechados. Em pedras que não são tão porosas como o granito, o mármore e os limestones, é possível fazer, ainda, uma selagem a cada dois anos.
De qualquer forma, os produtos mais resistentes a manchas do mercado e que também podem ser claros são o Dekton, o Super Nanoglass e porcelanatos.

DDS: Quando a bancada, necessariamente, precisa ficar encostada na parede, que tipo de produto é mais indicado para fazer o acabamento entre elas?
LT: O mais indicado é a cola PU, uma cola adesiva muito mais resistente.

DDS: Perguntamos isso porque muitos rejuntes, talvez por falta de uma limpeza adequada, ficam escuros… Existe algum produto que evite isso?
LT: A durabilidade dos rejuntes está ligada à qualidade e ao valor investido. Há três opções. O rejunte cimentício, mais barato, dá um acabamento mais rústico por ser mais rugoso e áspero. O rejunte acrílico é mais caro e também mais liso. E o epóxi é o mais caro, porém, o que dá o melhor e mais uniforme acabamento. Em todos os casos, é importante passar sobre o rejunte a cola PU para obter maior durabilidade.

DDS: É aconselhável projetar os armários de forma a deixá-los um pouco acima do piso, para que ele possa ser lavado?
LT: Sim. Costumamos deixá-los uns 20 cm acima do piso ou, ainda, sobre uma base de alvenaria ou também sobre pezinhos de alumínio escondidos atrás de um rodabase de pedra ou resina ou do mesmo material usado na bancada ou piso.

DDS: Armários que não têm todas as portas para deixar parte da louça exposta, apesar de bonitos, não são muito funcionais quando o assunto é limpeza, certo?
LT: Claro, ainda mais quando o uso da fritura é constante no local. É preciso estar sempre limpando esses nichos, que, apesar de deixarem o espaço bem simpático e mais bonito quando iluminados, dão muito mais trabalho, no dia a dia da dona de casa, para serem mantidos limpos.

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